sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

VIII Mandamento “Não levantarás falso testemunho”

Tornou-se comum nos nossos dias assistir a um indecoroso espetáculo de responsáveis políticos lançarem suspeições, uns sobre os outros, com questões que depois tardam em ser demonstrados ou provados e que muitas vezes acabam por nunca ter desenvolvimento mas não deixam de traduzir autênticos “assassinatos de caráter”.
Esta circunstância constitui um ato de cobardia quando se verifica não haver correspondência entre o relatado e o sucedido, numa manipulação da verdade a que temos direito e na qual queremos viver.
Outra coisa diferente é a obrigação de denúncia da prática de atos ilícitos, atitude de cidadania a que ninguém se deve furtar.
Sobre este assunto, dito de outra maneira, fazendo fé no VIII Mandamento da Lei de Deus que proclama: “Não levantarás falso testemunho”, é bom que todos meditem antes de… falar! E falem só quando tiverem razão para o fazer!
Vem isto a propósito da notícia publicada em mirante.pt cujo título refere: “Processo a ex-vereador encalhado nos serviços jurídicos da Câmara de Santarém” . A notícia dá conta de eventual abuso na utilização de viatura por parte dum ex-vereador do município de Santarém, João Leite (PSD) há mais de dois anos e meio… o assunto foi trazido a público em agosto de 2013! Quando agora o vereador da oposição Ricardo Segurado (PS) interpela sobre o desfecho deste processo, obtém da vereadora Susana Pita Soares (PSD), uma resposta inaceitável, ou seja, o processo continua por concluir porque a autarquia tem poucos juristas e têm estado ocupados com outras matérias.
Mas afinal de contas a quem aproveita esta falta de esclarecimento? Muitas dúvidas e suspeitas podíamos aqui deixar expressas, contrariando o espírito do mandamento atrás citado.
Apenas se reclama, rapidamente, a: VERDADE!
Pedro Marques aguarda há muito que sejam esclarecidos os gastos do Gabinete de Presidência
E a propósito, seria bom que por cá fossem esclarecidas as questões levantadas pelo vereador dos IpT sobre os gastos do gabinete da presidente da Câmara acabando-se de vez com as intermináveis especulações sobre este assunto.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Vitórias do União valem 30 e 40 escudos...


Continuamos a a revelar elementos do imenso arquivo sobre o União de Tomar. Estes remetem-nos para 1972, no tempo da outra senhora, altura em que entre a secção juvenil e a direção do União de Tomar, a troca de correspondência era permanente.
Atente-se neste exemplo de atribuição de prémios de jogos aos escalões de juvenis e juniores. A secção juvenil propõe e direção pondera. Em menos de dois meses há “guito”...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Geração de campeões


Histórias da carochinha

Há coisas na vida tomarense que não se compreendem. Há quem tenha jeito para contar histórias, abre a boca, “pinta a manta” e passa a ser assumido. Aparentemente, ninguém se interroga se será mesmo assim ou não.
Ainda sobre o “célebre” processo dos concursos de mobilidade, Anabela Freitas disse recentemente que reuniu com o secretário de estado das autarquias locais, Carlos Miguel, tendo sido elucidada nessa reunião que não podia ter avançado com o processo de mobilidade interna do seu companheiro/chefe de gabinete como técnico de informática do município de Alpiarça para o de Tomar. Vai daí, anulou todos os concursos de mobilidade lançados pelo município no ano de 2015.
A ser assim, a primeira ilação é que poderia ter poupado a viagem a Lisboa se tivesse dado ouvidos às chamadas de atenção dos vereadores da oposição sobre a legalidade dos referidos processos de mobilidade. A segunda é que se os seus remodelados serviços de recursos humanos não fossem incompetentes já a teriam informado da ilegalidade e a terceira, é bom não esquecer, é que se trata de matéria da área profissional e de formação da presidente...
Mas o que interessaria também saber é se Anabela Freitas, já que fez a viagem a Lisboa, terá abordado com o mesmo secretário de estado a questão do dúbio processo de nomeação do seu chefe de divisão financeira, António Curdia, vindo do Centro Hospitalar do Médio Tejo, e que se mantém no lugar em regime de substituição há mais de 2 anos, tendo "passado por cima" de vários trabalhadores do município com credenciais para o lugar.
Não menos interessante, seria saber se a presidente aproveitou a reunião com o secretário de estado das autarquias locais para abordar outros assuntos, por exemplo a criação duma linha de financiamento à medida do município de Tomar destinada ao realojamento das famílias do Flecheiro.
Isso sim, seria assunto para tratar com Carlos Miguel, já que sabemos que matérias de Administração e do Emprego Público melhor seriam tratadas com a secretária de estado dessa pasta, ou seja, Carolina Ferra.

Estamos assim, cada um conta a história que quer e a verdade é que ainda há quem acredite em Histórias da Carochinha…

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Mea culpa, mea maxima culpa…

No município do Entroncamento, o deputado municipal Mário Balsa, numa prova de cidadania, renunciou ao cargo eletivo para assumir a chefia do gabinete do presidente, antecipando os conflitos éticos e práticos que essa acumulação comportava.
No ano passado, o chefe de gabinete do presidente da câmara da Chamusca reconhecendo que cometeu um erro ao assumir o cargo em acumulação com o de presidente da assembleia municipal, cessou funções.
Em Tomar, Luís Ferreira, deputado na assembleia municipal, renunciou recentemente ao cargo de chefe de gabinete de Anabela Freitas, presidente de câmara e sua companheira, não por qualquer espécie de conflito ético, moral ou funcional mas para assumir o lugar de técnico de informática no município,  após um processo de mobilidade interna do município de Alpiarça para o de Tomar considerado eticamente reprovável.
Luís Ferreira quis assegurar um “lugar de recuo” mais perto de casa, mas a coisa correu-lhe mal em grande medida pela tomada de posição do vereador comunista Bruno Graça que colocou em perigo a coligação PS/CDU, embora Anabela Freitas diga que as razões foram outras, como também disse que não sabia se o companheiro era o vencedor do concurso quando já toda a gente menos a presidente da Câmara sabia que sim...
O que se retira destes três casos é tão simplesmente o facto de que em matéria de comportamento ético haver quem tenha logo “visto a luz”, os que não a tendo visto a procuram e ainda os que gostam de viver nas trevas…

Fez-se luz

Há 32 anos, a 2 de fevereiro de 1984, foi inaugurada a iluminação elétrica do estádio municipal de Tomar. Um jogo entre o União de Tomar e o Dínamo de Bucareste, que terminou com a vitória nabantina por 1-0, assinalou o momento...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

União de Tomar em evidência

Faz hoje vinte e um anos que o futebol jovem do distrito de Santarém mereceu referência no jornal Gazeta dos Desportos.
Ali se sublinha o papel da Associação de Futebol de Santarém, União de Tomar, Benfica de Abrantes, Sardoal, Riachense, Muge, Bemposta e Ouriense, assim como do jornal O Remate.
Não foi uma referência qualquer, porque era assinada por David Sequerra, personalidade do desporto português que desapareceu o mês passado, aos 82 anos de idade.
David Sequerra, jornalista e antigo selecionador português comandou a seleção de futebol de juniores em 1961, quando conquistou o título europeu, numa equipa técnica com José Maria Pedroto.

Fundador do Clube Nacional de Imprensa Desportiva, foi secretário-geral do Comité Olímpico de Portugal entre 1980 e 1989, tendo estado presente em quatro edições de Jogos Olímpicos, em Roma, Los Angeles, Seul e Barcelona. Foi também responsável pelo sistema de formação do voluntariado para a Expo98.